Quem usa um computador com Windows todos os dias conhece bem aquela sensação de frustração silenciosa: clicar duas vezes num ícone e ficar a olhar para o ecrã à espera que a aplicação apareça. Parece um problema pequeno, mas ao longo de um dia de trabalho, esses segundos acumulam-se e tornam-se minutos perdidos. A Microsoft decidiu finalmente atacar este problema de frente.
O que está a mudar, exatamente?
A Microsoft anunciou uma melhoria significativa no sistema de arranque de aplicações do Windows 11. A tecnologia em causa chama-se “preloading” inteligente, e funciona de forma semelhante a um assistente que prepara o café antes de chegarmos à cozinha. O sistema operativo passa a aprender os hábitos dos utilizadores e a carregar partes das aplicações mais usadas para a memória antes mesmo de estas serem abertas. O resultado prático é que, quando se clica numa aplicação, grande parte do trabalho já foi feita em segundo plano.
Porque é que isto não existia antes?
A resposta honesta é que existia, mas de forma rudimentar. O Windows sempre teve mecanismos de pré-carregamento, mas estes eram pouco sofisticados e consumiam recursos de forma pouco eficiente. A novidade está na camada de inteligência adicionada ao processo. O sistema agora analisa padrões de utilização reais e toma decisões mais precisas sobre o que carregar e quando, sem penalizar o desempenho geral do computador.
Que aplicações vão beneficiar mais?
Numa primeira fase, as melhorias são mais notórias em aplicações do ecossistema Microsoft, como o Word, o Excel, o Teams e o Edge. No entanto, a Microsoft indicou que o mecanismo foi desenhado para funcionar progressivamente com aplicações de terceiros, o que significa que outros programas populares deverão também beneficiar desta aceleração ao longo do tempo.
Precisa de fazer alguma coisa para ativar esta funcionalidade?
Não é necessária nenhuma ação da parte dos utilizadores. A melhoria chega através das atualizações normais do Windows 11 e ativa-se automaticamente. Contudo, para aproveitar o máximo destas melhorias, recomenda-se que os computadores tenham pelo menos 8 GB de memória RAM, uma vez que o sistema de pré-carregamento depende da disponibilidade de memória para funcionar de forma eficaz.
Vale a pena atualizar o Windows 11 por causa disto?
Esta melhoria é mais um argumento a favor de manter o sistema operativo atualizado. Não se trata de uma revolução isolada, mas de uma peça adicional num esforço contínuo da Microsoft para tornar a experiência do Windows mais fluida e menos frustrante no dia a dia. Para quem trabalha com muitas aplicações abertas em simultâneo, o impacto pode ser genuinamente percetível.
Fonte: Notícia Original





