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Como a aposta americana na computação quântica pode mudar o futuro da tecnologia

23 Maio 2026

Há momentos em que uma decisão política move montanhas nos mercados financeiros e, por consequência, redefine o rumo de tecnologias que ainda mal conseguimos visualizar no nosso dia a dia. Foi precisamente isso que aconteceu recentemente com a IBM, uma das empresas mais antigas e respeitadas do setor tecnológico mundial.

O que aconteceu e porque é que importa

A administração de Donald Trump assinou uma ordem executiva com o objetivo de acelerar o desenvolvimento da computação quântica nos Estados Unidos. O resultado imediato foi um disparo nas ações da IBM em bolsa, com a empresa a valorizar cerca de 12 mil milhões de dólares num único dia. Para se ter noção da dimensão deste número, trata-se de um valor equivalente a toda a capitalização bolsista da Adidas, uma das marcas de desporto mais reconhecidas do planeta.

Não se trata de um mero espasmo financeiro. Este movimento reflete a convicção crescente de que a computação quântica está prestes a deixar de ser ciência ficção para se tornar infraestrutura real da economia digital.

O que é a computação quântica, explicada de forma simples

Os computadores que todos usamos funcionam com bits, que são como interruptores de luz: ou estão ligados (1) ou desligados (0). A computação quântica usa qubits, que conseguem estar em dois estados ao mesmo tempo, graças a um fenómeno da física chamado superposição. É como se, em vez de virar uma moeda e esperar que caia numa das faces, a moeda estivesse em ambas as faces simultaneamente enquanto está no ar.

Isto permite que computadores quânticos resolvam determinados problemas de uma forma que os computadores tradicionais simplesmente não conseguem fazer em tempo útil. Estamos a falar de cálculos que poderiam demorar milhares de anos numa máquina convencional e que num computador quântico poderiam ser resolvidos em minutos.

Porque é que os governos estão a apostar nesta tecnologia agora

A corrida à computação quântica não é apenas tecnológica, é geopolítica. Quem dominar esta tecnologia primeiro terá vantagens enormes em áreas como cibersegurança, descoberta de novos medicamentos, otimização de cadeias logísticas e desenvolvimento de novos materiais para baterias e energias renováveis.

A ordem executiva americana surge num contexto de competição direta com a China, que tem investido somas colossais nesta área ao longo da última década. Ao sinalizar apoio político e financeiro à computação quântica, a administração Trump enviou ao mercado uma mensagem clara: esta tecnologia é prioridade nacional.

O papel da IBM nesta história

A IBM não chegou a este momento por acaso. A empresa tem desenvolvido processadores quânticos há vários anos e disponibiliza acesso à sua plataforma quântica, chamada IBM Quantum, a investigadores, empresas e universidades em todo o mundo, incluindo em Portugal. A empresa tem uma das maiores bibliotecas de patentes quânticas do setor e parcerias com instituições académicas de topo.

A valorização bolsista reflete precisamente esta posição de liderança. Os investidores interpretaram o apoio governamental americano como um catalisador que pode transformar anos de investigação em contratos reais e receitas concretas nos próximos anos.

O que isto significa para os utilizadores comuns

No imediato, nada muda para quem usa um telemóvel ou um computador portátil. A computação quântica não vai substituir os dispositivos do dia a dia tão cedo. No entanto, os seus efeitos vão chegar de forma indireta e poderosa.

Os sistemas de encriptação que protegem as nossas passwords, transações bancárias e comunicações privadas foram desenhados assumindo que os computadores tradicionais nunca seriam suficientemente rápidos para os quebrar. Um computador quântico suficientemente potente poderia mudar essa equação, o que já levou organizações como o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA a desenvolver novos padrões de criptografia resistentes à era quântica.

Além disso, avanços em computação quântica aplicada à medicina poderão acelerar a descoberta de tratamentos para doenças como o cancro ou o Alzheimer. No setor da energia, a simulação quântica de moléculas pode ser a chave para baterias mais eficientes e combustíveis mais limpos.

Uma tecnologia a seguir com atenção

O episódio da IBM é um sinal de que o mundo está a entrar numa nova fase desta corrida tecnológica. A questão já não é se a computação quântica vai ter impacto nas nossas vidas, mas quando e de que forma. Para quem acompanha o setor tecnológico, manter esta área no radar deixou de ser opcional.

Fonte: Notícia Original

Este artigo baseia-se em factos reportados originalmente pela fonte indicada, analisados para te trazer uma visão aprofundada sobre os prós, contras e consequências práticas da tecnologia no seu quotidiano. O conteúdo foi gerado com o apoio de Inteligência Artificial, sob curadoria e revisão rigorosa da equipa Arena Digital. Partimos da notícia original para garantir a precisão, acrescentando a nossa análise sobre o impacto desta inovação no seu negócio ou quotidiano.

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